sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Estilo de vida saudável reduz risco de cancro



Consumo de frutas e de legumas é uma arma contra a doença


Um terço dos doze cancros mais comuns nos países ricos e um quarto dos casos nos países pobres ou em vias de desenvolvimento podia ser evitado com uma dieta equilibrada, boa nutrição e exercício físico.
Esta é uma das conclusões do relatório divulgado hoje pelo Fundo Mundial para a Investigação do Cancro (WCRF) que confirma e analisa detalhadamente o peso de um estilo de vida saudável na redução do risco de cancro. No caso do cancro da mama e do intestino, por exemplo, o risco cai 40 por cento. Os peritos terão deixado foras destas estatísticas a negra ameaça do tabaco.
Os valores podem ir desde os 75 por cento a seis por cento (ver caixa ao lado). É a margem de impacto que as nossas escolhas e o ambiente em que vivemos podem ter no risco de cancro.
Exemplos: Aumentar a quantidade de vegetais e fruta ingeridos

pode traduzir-se numa queda de 67 por cento dos casos anuais de cancro da boca, faringe e laringe. No cancro do esófago estas opções associadas a um consumo reduzido de alcool pode significar menos 75 por cento dos casos nos Reino Unido. As consequências variam de país para país tendo em conta a análise dos respectivos consumos registados em vários indicadores. O relatório, intitulado Políticas e Acção para a Prevenção do Cancro, inclui uma referência específica a Portugal: o excesso de sal, que tem sido associado ao cancro de estômago. “Algumas dietas tradicionais, como as do Japão, Portugal e Brasil. são excepcionalmente salgadas”, critica o documento.
“É um relatório optimista”, nota Michael Marmot, um dos peritos do painel que reuniu 23 especialistas de vários países, no site oficial do WCRF. Segundo explica, o documento contradiz a percepção fatídica que pode ser dada ao cancro [as estimativas referem que apenas cerca de 20 por cento dos casos são hereditários] e mostra que há uma parte substancial das neoplasias que pode ser eliminada. Depende “apenas” de nós ou, segundo o relatório, das medidas que podem ser adoptadas por nove grupos de actores da sociedade. Desde o pai ou a mãe que escolhe o que comprar no supermercado para levar para casa até ao governo que poderá impor uma politicas severa de rotulagem dos produtos, entre muitas outras medidas, passando pela oferta de alimentos que existe numa escola ou no local de trabalho. Em 2007, o painel de especialistas do WCRF tinha publicado um relatório que já alertava para as causas do cancro, associadas à comida, nutrição e pratica de exercício físico, e avançava com uma série de recomendações. Desta vez, foram mais longe. “Primeiro olhámos para as causas da doença. Agora quisemos olhar para as causas das causas. Quisemos perceber porque é que as pessoas bebem assim, comem assim, ou são sedentários”, refere Michael Marmot. A resposta, acrescenta, está em factores sociais, ambientais e culturais e, por isso, as soluções também devem ser procurados no mesmo sítio. “Não nos podemos dar ao luxo de não fazer nada. os custos da inacção são enormes”, sublinha o perito. Os números são conhecidos mas Marmot repete: Actualmente registam-se 11 milhões de novos casos de cancro por ano e sete milhões de mortes. Em 2020, e muito devido à epidemia da obesidade, estes valores deverão aumentar +para 15 milhões de novos casos e 10 milhões de mortes. Os especialistas fizeram questão de apresentar uma lista de medidas a adoptar sem qualquer hierarquia. Fala-se mais um vez em evitar o açúcar, limitar o consumo de carnes vermelhas, beber pouco, comer cinco porções de fruta e vegetais por dia, fazer 30 minutos de exercício físico por dia.
“Já sabíamos que os hábitos de vida, incluindo o tabaco, eram responsáveis por 60 por cento das neoplasias, mas é importante um estudo fundamentado que confirme isso definitivamente”, comenta Vítor Veloso, especialista no Instituto Português de Oncologia e presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Segundo espera, os dados funcionam para sensibilizar a população mas, mais importante, “devem servir para ajudar os responsáveis pela saúde a tomar decisões políticas e definir estratégias de prevenção do cancro”.





Fonte: Público.pt

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sedentarismo faz tão mal como o fumar


Na União Europeia, há pelo menos dois milhões de europeus que passam o dia sem fazer nada, segundo uma sondagem do Eurobarometro. De acordo com Barbara Ainsworth, da Universidade do Arizona, nos EUA, essas pessoas «não sabem o risco que correm».

A professora do departamento de exercício e bem-estar garante que o sedentarismo faz tão mal como fumar e apresenta os mesmos «riscos relativos» do que o excesso de colesterol ou a hipertensão.

«O sedentarismo é um claro problema de saúde pública que atravessa fronteiras e afecta negativamente a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas», disse.

Recordando que, segundo a OMS, morrem todos os anos 1,9 pessoas por sedentarismo, Barbara Ainsworth assegura que bastam 30 minutos de exercício por dia para evitar estes riscos.



Fonte da notícia: IOL Diário

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# publicada por Jorge M. Gonçalves : 03:26 Hiperligações para esta mensagem

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Maus hábitos alimentares podem surgir ainda na infância


Os jovens podem desenvolver hábitos alimentares pouco saudáveis vários anos antes da adolescência. Um estudo publicado no “Journal of Nutrition Education and Behavior” sugere que esta mudança pode ocorrer quando as crianças passam da idade pré-escolar para a escolar.

Investigadores da Universidade do Tennessee, em Knoxville, e da Brown University Medical School, inquiriram as mães de 174 crianças, com idades entre os dois e os doze anos. As crianças estudadas foram divididas em dois grupos: dos dois aos cinco anos e dos seis aos 12 anos. O peso e a altura das crianças foram obtidas de registos médicos, enquanto os questionários sobre os hábitos alimentares e de actividade física foram preenchidos pelas mães.

Entre os dois grupos foram registadas diferenças alimentares e de exercício físico. As mães do grupo mais velho apontaram hábitos menos saudáveis que as outras: maior consumo de sal, doces e bebidas açucaradas, menos refeições em família, menos actividade física e mais horas em frente à televisão, especialmente aos fins-de-semana.

Mas o estudo, citado pelo “Medical News Today”, revelou que os hábitos das crianças mais jovens também não são os mais adequados. “Apesar de as crianças em idade pré-escolar terem hábitos alimentares mais saudáveis, de acordo com os pais, estas crianças cumprem apenas duas recomendações nutricionais: consumo diário de fruta e poucas gorduras.

Todos os outros pais relataram padrões de alimentação e tempos livres que não correspondem às recomendações actuais”, escreveu Hollie A. Raynor, investigadores da Universidade do Tennessee e co-autora do estudo.

Dados estudos

Título: Parent-reported Eating and Leisure-time Activity Selection Patterns Related to Energy Balance in Preschool and School-aged Children.Publicação: “Journal of Nutrition Education and Behavior”, Volume 41, Janeiro/Fevereiro 2009.Autores: Hollie A. Raynor; Elissa Jelalian; Patrick M. Vivier; Chantelle N. Hart; Rena R. Wing.





Fonte da notícia: Peso & Medida

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